sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

a meu amor

esse amor é uma vertigem. embriagada de ti que repousa em meus lencóis, e eu nunca sei.
dentro de mim, essa vertigem comprime meu estômago como se não existissem verdades. e você aí se perdendo em mim.
falo sobre minhas angústias que tomam conta da minha realidade que se mistura com meus medos, e deles sempre farei as minhas palavras, pois não poderia escrever sobre a esperanca, se ela existe e quando existe, eu sou silêncio. e já que as palavras fogem de minha boca, aqui faço delas minha intenção.
estou com medo, estou com muito medo, e se você não segurar em minha mão enquanto sou engolida por esse abismo que é o amor, em cacos me fragmentarei, e em tantos que não haveria volta. não sei ser só amor? tenho medo, tenho muito medo.
e desse amor que é meu, dou a ti minha face, que toca a sua e como um beijo que ainda não existe, fico a espera dessa noite que tanto demora a chegar.
a embriaguez, tema de textos, de noites mal-dormidas, pré-volúpias nem sempre consumidas é o alento das coisas boas e de um amor que de fato não existe só em mim.
tenho medo, tenho muito medo, quero os dias comuns, a espera da noite para tê-lo por perto. quero seu colo e mãos desajeitadas que se embaralham com minhas pernas e copos antes cheios sobre a cama, quero teus olhos constrangidos...mas não posso ficar brava contigo meu amor pela milésima falta de atenção.

Um comentário:

Francisco Castro disse...

Olá, esse seu texto é excelente, é muito apaixonante e sensual.

Abraços