quarta-feira, 20 de outubro de 2010

bilac.








Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!

"Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.

Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.

No seu ventre pousei a minha boca,
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci...."
(Olavo Bilac)

2 comentários:

Brazioli disse...

Oi, estou dando uma olhada geral, gostei principalmente do "Mordendo a boca" ...

Vou ler o resto aos poucos, espero não me "suicidar" no processo ... rsrs

Tiago

Brazioli disse...

Vi o seu comnetário. Legal então o conceito do seu blog ... causa e efeito ... vou aproveitar sim.

Numa nota a parte, ei li rapidamente o seu texto "casa", e não pude deixar de pensar num filme que eu vi ...

http://brazioli.blogspot.com/2010/07/im-winter-ein-jahr.html

algumas similaridades ...