quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

a casa (2º parte)



minha mãe fazia o melhor doce de abóbora do mundo, eu gostava de tudo, do tutu a dobradinha,o cheiro que ficava pela casa não era dos melhores, mas só ela sabia fazer, e eu comia e repetia, o bolinho de espinafre para ficar forte como o popeye, e o de arroz? o domingo era o ápice, era sempre a mesma matemática, mas nunca comi feijão de domingo que era o dia do macarrão, da carne e da salada de maionese, que delícia, comia meu almoço já pensando na sobra para o jantar...e os bolinhos de chuva, por muitas vezes não tínhamos nada para comer, mas ela descia e fazia os tais bolinhos de chuva, improvisou na vida.
o cozer na roupa velha, a risada de que tudo estava bem, quando tudo era uma grande merda, sabia rir da vida...aprendi a lição ou sou uma cópia do que aprendi?
se olho esse passado tão improvisado e que foi tão rico, o que eu posso querer do meu presente?
gostava de descobrir novas cidades, becos, outros ângulos, cheiros, bares, cervejas, outros sabores que até então eram novidades, tantas descobertas em tão pouco tempo, pois olhando para trás, a somatória dos meses dá quase nada...vamos criança, já está na hora de você aprender alguma coisa.

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