terça-feira, 28 de dezembro de 2010

boas entradas e um feliz...


a manhã chegava quando você me pediu um cigarro, não me lembrava de tê-lo visto, enquanto ele, começava a se dar conta de mim, embriagado? não tanto que não pudesse me saber parada ali em sua frente bem ao fim da noite que também já acabava ali dentro. mas então você tem um cigarro? eu tinha, não muitos, mas dei e começamos uma conversa boba sobre a noite, a música, o gosto amargo do final da festa, cinema, bobagens sobre quem passava...você quer um café? tinha um posto de gasolina bem a nossa frente, atravessamos a rua e tomamos outra cerveja mesmo. não, eu não estou sozinha, meus amigos estão lá dentro, preciso voltar. e por que? porque tenho medo, pensava eu, e seus olhos entraram dentro de mim e eu podia sentir uma febre que me tomava. tava na cara quando imaginava você me encostando na parede, levantando meu vestido e esfregando entre minhas pernas sua carne rija...bem entre minhas pernas, enquanto mordia meu lábio inferior, segurava firme meu pescoço, e eu até então convalescente, morria e despertava, como quando se sonha com o gozo reprimindo para não ser ouvida. sua língua percorria meu pescoço, minha boca, minhas idéias...
eu posso te levar para casa...
enquanto um suspiro resfriava meus pensamentos...
você já me levou.

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