sábado, 11 de dezembro de 2010

Nan Goldin

29º bienal de artes de são paulo




Sempre curti fotos de balada, filmes onde a temática é literalmente se jogar na noite, nas drogas, no poço. Me fascina as maquiagens escorridas, pernas bambas de tanto se embriagar, fotos com seringas e suas agulhas enfiadas até o olhar amortecer e o outro não perceber-se mais...meninas bem penteadas que perdem seu andar de galgo. Meninos que se jogam no primeiro sofá, canteiro, banheiro, braço amigo. Gosto disso no cinema, na literatura, na fotografia. Ver isso na bienal com uma restropectiva da Nan Goldin, foi climáx.
Mas quando estou nesse meio, tete-a-tete com a noite, quero voltar para casa correndo, não gosto mais na vida real, eu não gosto de sentir o gosto da bilis, eu não quero ter me insinuar para alguém para ter sexo fácil, me embebedar para ser a mulher mais incrível da balada, não gosto dos enjoos do dia seguinte e das próximas oito horas de recuperação da ressaca da noite anterior, não gosto mais de parecer louca, não gosto mais de meninos bêbados e chatos tentanto parecer interessantes...mas valeu Nan Goldin, por me proporcionar fantasias que a vida real não me dá mais.

4 comentários:

Dayse disse...

eu também cansei... mas vou adorar ver isso tudo amanhã.
na vida real eu quero meus cães, minha casa cheirando bem e alguém pra somar mais algumas coisas.
to pedindo demais, né?

sexofagia disse...

estamos...e volto a frase do jr., só quero um quentinho que o outro corpo dá.

b.bel disse...

e quem não quer?

sexofagia disse...

mas quem disse que eu me levo a sério assim? quem dera.