segunda-feira, 12 de agosto de 2013

upstairs

era preciso dizer não mais uma vez.
mas disse de uma forma que eu ainda tateava, disse esse não, quase em silêncio...
eu pesava o pensamento e sua carne que nunca me fora de fato, então, não.
outros nãos já haviam sido ditos com fúria, com choro, com medo, pesar, angústia, raiva, desdém.
já experimentara todas as formas esquizofrênicas e todas elas nunca foram ouvidas, porque no seu mundo que é mais surdo do que o meu, o silêncio vem como um pedido certeiro de que já não posso mais com essa presença irreal, que só  bate a porta quando aparentemente não há para onde ir, a não ser o comodismo de uma cama quente e um café da manhã com sorrisos de alguém que não estava lá. eu nunca estive aí dentro, talvez ninguém estivesse dentro desse mundo oco/cão, mas tem aquela história... daquela outra que foi embora para sempre, que deixou esse vazio, aquela outra que eu gostei de verdade...aquela outra que eu idealizei porque fora apenas um mês.
quem é alguém em um mês senão uma idealização? um sopro, uma desculpa, um erro no caminho.
deixa-me no meu silêncio, deixa-me de verdade para sempre. deixa ir. deixa o vento levar.