segunda-feira, 17 de novembro de 2014

cindy sherman



Cindy Sherman é sem dúvida uma das maiores artistas do nosso tempo, seus questionamentos sobre o feminino me levam a reflexão da mulher que somos, na que queremos ser ou ainda na que estamos nos tornando. Gosto de pensar em grupos heterogêneos, mas mesmo esses não estão menos cambaleantes no que se refere a auto-estima.
A artista nesses quase 40 anos de carreira, fez centenas de autorretratos em que dialoga com mulheres atordoadas e atordoantes.
De uns anos para cá, ela vem intensificando sua crítica sobre as dificuldades em deixar-se envelhecer, e o papel da mídia na venda do tipo ideal. Lembrando que nessa vida idealizada pelos meios de comunicação, os atores são rapidamente substituídos por novos atores, e quanto a nós? Estaríamos nós também sendo substítuidos frenéticamente nos nossos papéis cotidianos ou prolongando muitas vezes de forma extravagante a juventude.
A beleza é uma dádiva a qual nem todos foram agraciados, e mesmo o sendo, o tempo é implacável, e de certa forma neste novo milênio e com todos os nossos excessos sobre a auto-imagem, vide os selfies que mostram a celebração a vida, o nosso belo umbigo e a necessidade de likes para manutenção da autoestima. Cindy é mais contemporânea do que nunca.

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